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1Desse
modo, cercados como estamos de uma tal nuvem de testemunhas,
desvencilhemo-nos das cadeias do pecado. Corramos com
perseverança ao combate proposto, com o olhar fixo no autor e
consumador de nossa fé, Jesus. 2Em vez de gozo
que se lhe oferecera, ele suportou a cruz e está sentado à
direita do trono de Deus. 3Considerai, pois,
atentamente aquele que sofreu tantas contrariedades dos
pecadores, e não vos deixeis abater pelo desânimo. 4Ainda
não tendes resistido até o sangue, na luta contra o pecado.
1Ao
mestre de canto. Segundo a melodia A corça da aurora. Salmo de
Davi.
2Meu
Deus, meu Deus, por que me abandonastes? E permaneceis longe de
minhas súplicas e de meus gemidos?
3Meu
Deus, clamo de dia e não me respondeis; imploro de noite e não
me atendeis.
4Entretanto,
vós habitais em vosso santuário, vós que sois a glória de
Israel.
5Nossos
pais puseram sua confiança em vós, esperaram em vós e os
livrastes.
6A
vós clamaram e foram salvos; confiaram em vós e não foram
confundidos.
7Eu,
porém, sou um verme, não sou homem, o opróbrio de todos e a
abjeção da plebe.
8Todos
os que me vêem zombam de mim; dizem, meneando a cabeça:
9Esperou
no Senhor, pois que ele o livre, que o salve, se o ama.
10Sim,
fostes vós que me tirastes das entranhas de minha mãe e, seguro,
me fizestes repousar em seu seio.
11Eu
vos fui entregue desde o meu nascer, desde o ventre de minha mãe
vós sois o meu Deus.
12Não
fiqueis longe de mim, pois estou atribulado; vinde para perto de
mim, porque não há quem me ajude.
13Cercam-me
touros numerosos, rodeiam-me touros de Basã;
14contra
mim eles abrem suas fauces, como o leão que ruge e arrebata.
15Derramo-me
como água, todos os meus ossos se desconjuntam; meu coração
tornou-se como cera, e derrete-se nas minhas entranhas.
16Minha
garganta está seca qual barro cozido, pega-se no paladar a minha
língua: vós me reduzistes ao pó da morte.
17Sim,
rodeia-me uma malta de cães, cerca-me um bando de malfeitores.
Traspassaram minhas mãos e meus pés:
18poderia
contar todos os meus ossos. Eles me olham e me observam com
alegria,
19repartem
entre si as minhas vestes, e lançam sorte sobre a minha túnica.
20Porém,
vós, Senhor, não vos afasteis de mim; ó meu auxílio, bem
depressa me ajudai.
21Livrai
da espada a minha alma, e das garras dos cães a minha vida.
22Salvai-me
a mim, mísero, das fauces do leão e dos chifres dos búfalos.
23Então,
anunciarei vosso nome a meus irmãos, e vos louvarei no meio da
assembléia.
24Vós que temeis o Senhor, louvai-o; vós todos,
descendentes de Jacó, aclamai-o; temei-o, todos vós, estirpe de
Israel,
25porque
ele não rejeitou nem desprezou a miséria do infeliz, nem dele
desviou a sua face, mas o ouviu, quando lhe suplicava.
26De
vós procede o meu louvor na grande assembléia, cumprirei meus
votos na presença dos que vos temem.
27Os
pobres comerão e serão saciados; louvarão o Senhor aqueles que o
procuram: Vivam para sempre os nossos corações.
28Hão
de se lembrar do Senhor e a ele se converter todos os povos da
terra; e diante dele se prostrarão todas as famílias das nações,
29porque
a realeza pertence ao Senhor, e ele impera sobre as nações.
30Todos
os que dormem no seio da terra o adorarão; diante dele se
prostrarão os que retornam ao pó.
31Para ele
viverá a minha alma, há de servi-lo minha descendência. Ela
falará do Senhor às gerações futuras e proclamará sua justiça ao
povo que vai nascer: Eis o que fez o Senhor.
21Tendo
Jesus navegado outra vez para a margem oposta, de novo afluiu a
ele uma grande multidão. Ele se achava à beira do mar, quando
22um
dos chefes da sinagoga, chamado Jairo, se apresentou e, à sua
vista, lançou-se-lhe aos pés,
23rogando-lhe
com insistência: Minha filhinha está nas últimas. Vem, impõe-lhe
as mãos para que se salve e viva.
24esus
foi com ele e grande multidão o seguia, comprimindo-o.
25Ora,
havia ali uma mulher que já por doze anos padecia de um fluxo de
sangue. 26Sofrera
muito nas mãos de vários médicos, gastando tudo o que possuía,
sem achar nenhum alívio; pelo contrário, piorava cada vez mais.
27Tendo
ela ouvido falar de Jesus, veio por detrás, entre a multidão, e
tocou-lhe no manto. 28Dizia
ela consigo: Se tocar, ainda que seja na orla do seu manto,
estarei curada. 29Ora,
no mesmo instante se lhe estancou a fonte de sangue, e ela teve
a sensação de estar curada.
30Jesus
percebeu imediatamente que saíra dele uma força e, voltando-se
para o povo, perguntou: Quem tocou minhas vestes?
31Responderam-lhe
os seus discípulos: Vês que a multidão te comprime e perguntas:
Quem me tocou? 32E
ele olhava em derredor para ver quem o fizera.
33Ora,
a mulher, atemorizada e trêmula, sabendo o que nela se tinha
passado, veio lançar-se-lhe aos pés e contou-lhe toda a verdade.
34Mas
ele lhe disse: Filha, a tua fé te salvou. Vai em paz e sê curada
do teu mal.
35Enquanto
ainda falava, chegou alguém da casa do chefe da sinagoga,
anunciando: Tua filha morreu. Para que ainda incomodas o Mestre?
36Ouvindo
Jesus a notícia que era transmitida, dirigiu-se ao chefe da
sinagoga: Não temas; crê somente.
37E
não permitiu que ninguém o acompanhasse, senão Pedro, Tiago e
João, irmão de Tiago.
38Ao
chegar à casa do chefe da sinagoga, viu o alvoroço e os que
estavam chorando e fazendo grandes lamentações.
39Ele
entrou e disse-lhes: Por que todo esse barulho e esses choros? A
menina não morreu. Ela está dormindo.
40Mas
riam-se dele. Contudo, tendo mandado sair todos, tomou o pai e a
mãe da menina e os que levava consigo, e entrou onde a menina
estava deitada. 41Segurou
a mão da menina e disse-lhe: Talita cumi, que quer dizer:
Menina, ordeno-te, levanta-te!
42E
imediatamente a menina se levantou e se pôs a caminhar (pois
contava doze anos). Eles ficaram assombrados.
43Ordenou-lhes
severamente que ninguém o soubesse, e mandou que lhe dessem de
comer.Jesus de Nazaré.
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