14Porquanto os
filhos participam da mesma natureza, da mesma carne e do sangue, também ele
participou, a fim de destruir pela morte aquele que tinha o império da morte,
isto é, o demônio, 15e libertar aqueles que, pelo medo da
morte, estavam toda a vida sujeitos a uma verdadeira escravidão. 16Veio
em socorro, não dos anjos, e sim da raça de Abraão; 17e por
isso convinha que ele se tornasse em tudo semelhante aos seus irmãos, para ser
um pontífice compassivo e fiel no serviço de Deus, capaz de expiar os pecados do
povo. 18De fato, por ter ele mesmo.
1Aleluia.
Celebrai o Senhor, aclamai o seu nome, apregoai entre as nações as suas obras.
2Cantai-lhe
hinos e cânticos, anunciai todas as suas maravilhas.
3Gloriai-vos
do seu santo nome; rejubile o coração dos que procuram o Senhor.
4Recorrei
ao Senhor e ao seu poder, procurai continuamente sua face.
5Recordai
as maravilhas que operou, seus prodígios e julgamentos por seus lábios
proferidos,
6ó
descendência de Abraão, seu servidor, ó filhos de Jacó, seus escolhidos!
7É
ele o Senhor, nosso Deus; suas sentenças comandam a terra inteira.
8Ele
se lembra eternamente de sua aliança, da palavra que empenhou a mil gerações,
9que
garantiu a Abraão, e jurou a Isaac,
10e
confirmou a Jacó irrevogavelmente, e a Israel como aliança eterna,
11quando
disse: Dar-te-ei a terra de Canaã, como parte de vossa herança.
12Quando
não passavam de um reduzido número, minoria insignificante e estrangeiros na
terra,
13e
andavam errantes de nação em nação, de reino em reino,
14não
permitiu que os oprimissem, e castigou a reis por causa deles.
15Não
ouseis tocar nos que me são consagrados, nem maltratar os meus profetas.
16E
chamou a fome sobre a terra, e os privou do pão que os sustentava.
17Diante
deles enviara um homem: José, que fora vendido como escravo.
18Apertaram-lhe
os pés entre grilhões, com cadeias cingiram-lhe o pescoço,
19até
que se cumpriu a profecia, e o justificou a palavra de Deus.
20Então
o rei ordenou que o soltassem, o soberano de povos o livrou,
21e
o nomeou senhor de sua casa e governador de seus domínios,
22para,
a seu bel-prazer, dar ordens a seus príncipes, e a seus anciãos, lições de
sabedoria.
23Então
Israel penetrou no Egito, Jacó foi viver na terra de Cam.
24Deus
multiplicou grandemente o seu povo, e o tornou mais forte que seus inimigos.
25Depois,
de tal modo lhes mudou os corações, que com aversão trataram o seu povo, e com
perfídia, os seus servidores.
26Mas
Deus lhes suscitou Moisés, seu servo, e Aarão, seu escolhido.
27Ambos
operaram entre eles prodígios e milagres na terra de Cam.
28Mandou
trevas e se fez noite, resistiram, porém, às suas palavras.
29Converteu-lhes
as águas em sangue, matando-lhes todos os seus peixes.
30Infestou-lhes
a terra de rãs, até nos aposentos reais.
31A
uma palavra sua vieram nuvens de moscas, mosquitos em todo o seu território.
32Em
vez de chuva lhes mandou granizo e chamas devorantes sobre a terra.
33Devastou-lhes
as vinhas e figueiras, e partiu-lhes as árvores de seus campos.
34A
seu mandado vieram os gafanhotos, e lagartas em quantidade enorme,
35que
devoraram toda a erva de suas terras e comeram os frutos de seus campos.
36Depois
matou os primogênitos do seu povo, primícias de sua virilidade.
37E
Deus tirou os hebreus carregados de ouro e prata; não houve, nas tribos, nenhum
enfermo.
38Alegraram-se
os egípcios com sua partida, pelo temor que os hebreus lhes tinham causado.
39Para
os abrigar Deus estendeu uma nuvem, e para lhes iluminar a noite uma coluna de
fogo.
40A
seu pedido, mandou-lhes codornizes, e os fartou com pão vindo do céu.
41Abriu
o rochedo e jorrou água como um rio a correr pelo deserto,
42pois
se lembrava da palavra sagrada, empenhada a seu servo Abraão.
43E
fez sair, com júbilo, o seu povo, e seus eleitos com grande exultação.
44Deu-lhes
a terra dos pagãos e desfrutaram das riquezas desses povos,
45sob
a condição de guardarem seus mandamentos e observarem fielmente suas lei.
29Assim que saíram
da sinagoga, dirigiram-se com Tiago e João à casa de Simão e André. 30A
sogra de Simão estava de cama, com febre; e sem tardar, falaram-lhe a respeito
dela. 31Aproximando-se ele, tomou-a pela mão e levantou-a;
imediatamente a febre a deixou e ela pôs-se a servi-los. 32À
tarde, depois do pôr-do-sol, levaram-lhe todos os enfermos e possessos do
demônio. 33 Toda a cidade estava reunida diante da porta.
34Ele curou muitos que estavam oprimidos de diversas doenças, e
expulsou muitos demônios. Não lhes permitia falar, porque o conheciam.
35De manhã, tendo-se levantado muito antes do amanhecer, ele saiu e
foi para um lugar deserto, e ali se pôs em oração. 36Simão e
os seus companheiros saíram a procurá-lo. 37Encontraram-no e
disseram-lhe: "Todos te procuram." 38 E ele respondeu-lhes:
"Vamos às aldeias vizinhas, para que eu pregue também lá, pois, para isso é que
vim." 39Ele retirou-se dali, pregando em todas as sinagogas e
por toda a Galiléia, e expulsando os demônios.