1Enquanto,
pois, subsiste a promessa de entrar no seu descanso, tenhamos cuidado em que
ninguém de nós corra o risco de ser excluído. 2A boa nova nos
foi trazida a nós, como o foi a eles. Mas a eles de nada aproveitou, porque
caíram na descrença. 3Nós, porém, se tivermos fé, haveremos de
entrar no descanso. Ele disse: Eu jurei na minha ira: não entrarão no lugar do
meu descanso. Ora, as obras de Deus estão concluídas desde a criação do mundo;
4pois, em certa passagem, falou do sétimo dia o seguinte: E,
terminado o seu trabalho, descansou Deus no sétimo dia. 5Se,
pois, ele repete: Não entrarão no lugar do meu descanso. 11Assim,
apressemo-nos a entrar neste descanso para não cairmos por nossa vez na mesma
incredulidade.
1Hino
de Asaf. Escuta, ó meu povo, minha doutrina; às palavras de minha boca presta
atenção.
2Abrirei
os lábios, pronunciarei sentenças, desvendarei os mistérios das origens.
3O
que ouvimos e aprendemos, através de nossos pais,
4nada
ocultaremos a seus filhos, narrando à geração futura os louvores do Senhor, seu
poder e suas obras grandiosas.
5Ele
promulgou uma lei para Jacó, instituiu a legislação de Israel, para que aquilo
que confiara a nossos pais, eles o transmitissem a seus filhos,
6a
fim de que a nova geração o conhecesse, e os filhos que lhes nascessem pudessem
também contar aos seus.
7Aprenderiam,
assim, a pôr em Deus sua esperança, a não esquecer as divinas obras, a observar
as suas leis;
8e
a não se tornar como seus pais, geração rebelde e contumaz, de coração desviado,
de espírito infiel a Deus.
9Os
filhos de Efraim, hábeis no arco, voltaram as costas no dia do combate.
10Não
guardaram a divina aliança, recusaram observar a sua lei.
11Eles
esqueceram suas obras, e as maravilhas operadas ante seus olhos.
12Em
presença de seus pais, ainda em terras do Egito, ele fez grandes prodígios nas
planícies de Tanis.
13O
mar foi dividido para lhes dar passagem, represando as águas, verticais como um
dique;
14De
dia ele os conduziu por trás de uma nuvem, e à noite ao clarão de uma flama.
15Rochedos
foram fendidos por ele no deserto, com torrentes de água os dessedentara.
16Da
pedra fizera jorrar regatos, e manar água como rios.
17Entretanto,
continuaram a pecar contra ele, e a se revoltar contra o Altíssimo no deserto.
18Provocaram
o Senhor em seus corações, reclamando iguarias de suas preferências.
19E
falaram contra Deus: Deus será capaz de nos servir uma mesa no deserto?
20Eis
que feriu a rocha para fazer jorrar dela água em torrentes. Mas poderia ele nos
dar pão e preparar carne para seu povo?
21O
Senhor ouviu e se irritou: sua cólera se acendeu contra Jacó, e sua ira se
desencadeou contra Israel,
22porque
não tiveram fé em Deus, nem confiaram em seu auxílio.
23Contudo,
ele ordenou às nuvens do alto, e abriu as portas do céu.
24Fez
chover o maná para saciá-los, deu-lhes o trigo do céu.
25Pôde
o homem comer o pão dos fortes, e lhes mandou víveres em abundância,
26depois
fez soprar no céu o vento leste, e seu poder levantou o vento sul.
27Fez
chover carnes, então, como poeira, numerosas aves como as areias do mar,
28As
quais caíram em seus acampamentos, ao redor de suas tendas.
29Delas
comeram até se fartarem, e satisfazerem os seus desejos.
30Mas
apenas o apetite saciaram, estando-lhes na boca ainda o alimento,
31desencadeia-se
contra eles a cólera divina, fazendo perecer a sua elite, e prostrando a
juventude de Israel.
32Malgrado
tudo isso, persistiram em pecar, não se deixaram persuadir por seus prodígios.
33Então,
Deus pôs súbito termo a seus dias, e seus anos tiveram repentino fim.
34Quando
os feria, eles o procuravam, e de novo se voltavam para Deus.
35E
se lembravam que Deus era o seu rochedo, e que o Altíssimo lhes era o salvador.
36Mas
suas palavras enganavam, e lhe mentiam com a sua língua.
37Seus
corações não falavam com franqueza, não eram fiéis à sua aliança.
38Mas
ele, por compaixão, perdoava-lhes a falta e não os exterminava. Muitas vezes
reteve sua cólera, não se entregando a todo o seu furor.
39Sabendo
que eles eram simples carne, um sopro só, que passa sem voltar.
40Quantas
vezes no deserto o provocaram, e na solidão o afligiram!
41Recomeçaram
a tentar a Deus, a exasperar o Santo de Israel.
42Esqueceram
a obra de suas mãos, no dia em que os livrou do adversário,
43quando
operou seus prodígios no Egito e maravilhas nas planícies de Tânis;
44quando
converteu seus rios em sangue, a fim de impedi-los de beber de suas águas;
45quando
enviou moscas para os devorar e rãs que os infestaram;
46quando
entregou suas colheitas aos pulgões, e aos gafanhotos o fruto de seu trabalho;
47quando
arrasou suas vinhas com o granizo, e suas figueiras com a geada;
48quando
extinguiu seu gado com saraivadas, e seus rebanhos pelos raios;
49quando
descarregou o ardor de sua cólera, indignação, furor, tribulação, um esquadrão
de anjos da desgraça.
50Deu
livre curso à sua cólera; longe de preservá-los da morte, ele entregou à peste
os seres vivos.
51Matou
os primogênitos no Egito, os primeiros partos nas habitações de Cam,
52enquanto
retirou seu povo como ovelhas, e o fez atravessar o deserto como rebanho.
53Conduziu-o
com firmeza sem nada ter que temer, enquanto aos inimigos os submergiu no mar.
54Ele
os levou para uma terra santa, até os montes que sua destra conquistou.
55Ele
expulsou nações diante deles, distribuiu-lhes as terras como herança, fez
habitar em suas tendas as tribos de Israel.
56Mas
ainda tentaram a Deus e provocaram o Altíssimo, e não observaram os seus
preceitos.
57Transviaram-se
e prevaricaram como seus pais, erraram o alvo, como um arco mal entesado.
58Provocaram-lhe
a ira com seus lugares altos, e inflamaram-lhe o zelo com seus ídolos.
59É
vista disso Deus se encolerizou e rejeitou Israel severamente.
60Abandonou
o santuário de Silo, tabernáculo onde habitara entre os homens.
61Deixou
conduzir cativa a arca de sua força, permitiu que a arca de sua glória caísse em
mãos inimigas.
62Abandonou
seu povo à espada, e se irritou contra a sua herança.
63O
fogo devorou sua juventude, suas filhas não encontraram desponsório.
64Seus
sacerdotes pereceram pelo gládio, e as viúvas não choraram mais seus mortos.
65Então,
o Senhor despertou como de um sono, como se fosse um guerreiro dominado pelo
vinho.
66E
feriu pelas costas os inimigos, infligindo-lhes eterna igomínia.
67Rejeitou
o tabernáculo de José, e repeliu a tribo de Efraim.
68Mas
escolheu a de Judá e o monte Sião, monte de predileção.
69Construiu
seu santuário, qual um céu, estável como a terra, firmada para sempre.
70Escolhendo
a Davi, seu servo, e o tomando dos apriscos das ovelhas.
71Chamou-o
do cuidado das ovelhas e suas crias, para apascentar o rebanho de Jacó, seu
povo, e de Israel, sua herança.
72Davi
foi para eles um pastor reto de coração, que os dirigiu com mão prudente.
1Alguns
dias depois, Jesus entrou novamente em Cafarnaum e souberam que ele estava em
casa. 2Reuniu-se uma tal multidão, que não podiam encontrar
lugar nem mesmo junto à porta. E ele os instruía. 3Trouxeram-lhe
um paralítico, carregado por quatro homens. 4Como não pudessem
apresentar-lho por causa da multidão, descobriram o teto por cima do lugar onde
Jesus se achava e, por uma abertura, desceram o leito em que jazia o paralítico.
5Jesus, vendo-lhes a fé, disse ao paralítico: "Filho,
perdoados te são os pecados." 6Ora, estavam ali sentados
alguns escribas, que diziam uns aos outros: 7"Como pode este
homem falar assim? Ele blasfema. Quem pode perdoar pecados senão Deus?"
8Mas Jesus, penetrando logo com seu espírito tios seus íntimos
pensamentos, disse-lhes: "Por que pensais isto nos vossos corações? 9Que
é mais fácil dizer ao paralítico: Os pecados te são perdoados, ou dizer:
Levanta-te, toma o teu leito e anda? 10Ora, para que conheçais
o poder concedido ao Filho dó homem sobre a terra (disse ao paralítico),
11eu te ordeno: levanta-te, toma o teu leito e vai para casa. "12No
mesmo instante, ele se levantou e, tomando o. leito, foi-se embora à vista de
todos. A, multidão inteira encheu-se de profunda admiração e puseram-se a louvar
a Deus, dizendo: "Nunca vimos coisa semelhante."