1Dizem,
com efeito, nos seus falsos raciocínios: Curta é a nossa vida, e cheia
de tristezas; para a morte não há remédio algum; não há notícia de
ninguém que tenha voltado da região dos mortos. 12Cerquemos
o justo, porque ele nos incomoda; é contrário às nossas ações; ele nos
censura por violar a lei e nos acusa de contrariar a nossa educação.
13Ele se gaba de conhecer a Deus, e se chama a si
mesmo filho do Senhor! 14Sua existência é uma censura
às nossas idéias; basta sua vista para nos importunar. 15Sua
vida, com efeito, não se parece com as outras, e os seus caminhos são
muito diferentes. 16Ele nos tem por uma moeda de mau
quilate, e afasta-se de nosso caminhos como de manchas. Julga feliz a
morte do justo, e gloria-se de ter Deus por pai. 17Vejamos,
pois, se suas palavras são verdadeiras, e experimentemos o que
acontecerá quando da sua morte, 18porque, se o justo é
filho de Deus, Deus o defenderá, e o tirará das mãos dos seus
adversários. 19Provemo-lo por ultrajes e torturas, a
fim de conhecer a sua doçura e estarmos cientes de sua paciência.
20Condenemo-lo a uma morte infame. Porque, conforme ele,
Deus deve intervir. 21Eis o o que pensam, mas
enganam-se, sua malícia os cega: 22eles desconhecem os
segredos de Deus, não esperam que a santidade seja recompensada, e não
acreditam na glorificação das almas puras.
1De
Davi. Quando simulou alienação na presença de Abimelec e, despedido por
ele, partiu.
2Bendirei
continuamente ao Senhor, seu louvor não deixará meus lábios.
3Glorie-se
a minha alma no Senhor; ouçam-me os humildes, e se alegrem.
4Glorificai
comigo ao Senhor, juntos exaltemos o seu nome.
5Procurei
o Senhor e ele me atendeu, livrou-me de todos os temores.
6Olhai
para ele a fim de vos alegrardes, e não se cobrir de vergonha o vosso
rosto.
7Vede,
este miserável clamou e o Senhor o ouviu, de todas as angústias o
livrou. 8O
anjo do Senhor acampa em redor dos que o temem, e os salva.
9Provai
e vede como o Senhor é bom, feliz o homem que se refugia junto dele.
10Reverenciai
o Senhor, vós, seus fiéis, porque nada falta àqueles que o temem.
11Os
poderosos empobrecem e passam fome, mas aos que buscam o Senhor nada
lhes falta.
12Vinde,
meus filhos, ouvi-me: eu vos ensinarei o temor do Senhor.
13Qual
é o homem que ama a vida, e deseja longos dias para gozar de felicidade?
14Guarda
tua língua do mal, e teus lábios das palavras enganosas.
15Aparta-te
do mal e faze o bem, busca a paz e vai ao seu encalço.
16Os
olhos do Senhor estão voltados para os justos, e seus ouvidos atentos
aos seus clamores.
17O
Senhor volta a sua face irritada contra os que fazem o mal, para apagar
da terra a lembrança deles.
18Apenas
clamaram os justos, o Senhor os atendeu e os livrou de todas as suas
angústias.
19O
Senhor está perto dos contritos de coração, e salva os que têm o
espírito abatido.
20São
numerosas as tribulações do justo, mas de todas o livra o Senhor.
21Ele
protege cada um de seus ossos, nem um só deles será quebrado.
22A
malícia do ímpio o leva à morte, e os que odeiam o justo serão
castigados.
23O
Senhor livra a alma de seus servos; não será punido quem a ele se
acolhe.
1Depois
disso, Jesus percorria a Galiléia. Ele não queria deter-se na Judéia,
porque os judeus procuravam tirar-lhe a vida. 2Aproximava-se
a festa dos judeus chamada dos Tabernáculos. 10Mas
quando os seus irmãos tinham subido, então subiu também ele à festa, não
em público, mas despercebidamente. 25Algumas das
pessoas de Jerusalém diziam: Não é este aquele a quem procuram tirar a
vida? 26Todavia, ei-lo que fala em público e não lhe
dizem coisa alguma. Porventura reconheceram de fato as autoridades que
ele é o Cristo? 27Mas este nós sabemos de onde vem. Do
Cristo, porém, quando vier, ninguém saberá de onde seja. 28Enquanto
ensinava no templo, Jesus exclamou: Ah! Vós me conheceis e sabeis de
onde eu sou!... Entretanto, não vim de mim mesmo, mas é verdadeiro
aquele que me enviou, e vós não o conheceis. 29Eu o
conheço, porque venho dele e ele me enviou. 30Procuraram
prendê-lo, mas ninguém lhe deitou as mãos, porque ainda não era chegada
a sua hora.