|
18Instruído
pelo Senhor, eu o desvendei. Vós me fizestes conhecer seus intentos.
19E eu, qual manso cordeiro conduzido à matança,
ignorava as maquinações tramadas contra mim: destruamos a árvore em
seu vigor. Arranquemo-la da terra dos vivos, e que seu nome caia no
esquecimento. 20Vós sois, porém, Senhor dos
exércitos, justo juiz que sondais os rins e os corações. Serei
testemunha da vingança que tomarei deles e a vós confio minha causa.
1Lamentação
de Davi, que cantou em honra do Senhor, por causa de Cus, o
benjaminita.
2Senhor,
ó meu Deus, é em vós que eu busco meu refúgio; salvai-me de todos os
que me perseguem e livrai-me,
3para
que o inimigo não me arrebate como um leão, e me dilacere sem que
ninguém me livre.
4Senhor,
ó meu Deus, se acaso fiz isso, se minhas mãos cometeram a iniquidade,
5se
fiz mal ao homem pacífico, se oprimi os que me perseguiam sem
motivo,
6que
o inimigo me persiga e me apanhe, que ele me pise vivo ao solo e
atire a minha honra ao pó.
7Levantai-vos,
Senhor, na vossa cólera; erguei-vos contra o furor dos que me
oprimem, erguei-vos para me defender numa causa que tomastes a vós.
8Que
a assembléia das nações vos circunde, presidi-a de um trono elevado.
9O
Senhor é o juiz dos povos. Fazei-me justiça, Senhor, segundo o meu
justo direito, conforme minha integridade.
10Ponde
fim à malícia dos ímpios e sustentai o direito, ó Deus de justiça,
que sondais os corações e os rins.
11O
meu escudo é Deus, ele salva os que têm o coração reto.
12Deus
é um juiz íntegro, um Deus perpetuamente vingador.
13Se
eles não se corrigem, ele afiará a espada, entesará o arco e visará.
14Contra
os ímpios apresentará dardos mortíferos, lançará flechas inflamadas.
15Eis
que o mau está em dores de parto, concebe a malícia e dá à luz a
mentira.
16Abre
um fosso profundo, mas cai no abismo por ele mesmo cavado.
17Sua
malícia recairá em sua própria cabeça, e sua violência se voltará
contra a sua fronte.
18Eu,
porém, glorificarei o Senhor por sua justiça, e salmodiarei ao nome
do Senhor, o Altíssimo.
40Ouvindo
essas palavras, alguns daquela multidão diziam: Este é realmente o
profeta. 41Outros diziam: Este é o Cristo. Mas
outros protestavam: É acaso da Galiléia que há de vir o Cristo?
42Não diz a Escritura: O Cristo há de vir da família de
Davi, e da aldeia de Belém, onde vivia Davi? 43Houve
por isso divisão entre o povo por causa dele. 44Alguns
deles queriam prendê-lo, mas ninguém lhe lançou as mãos. 45Voltaram
os guardas para junto dos príncipes dos sacerdotes e fariseus, que
lhes perguntaram: Por que não o trouxestes? 46Os
guardas responderam: Jamais homem algum falou como este homem!...
47Replicaram os fariseus: Porventura também vós
fostes seduzidos? 48Há, acaso, alguém dentre as
autoridades ou fariseus que acreditou nele? 49Este
poviléu que não conhece a lei é amaldiçoado!... 50Replicou-lhes
Nicodemos, um deles, o mesmo que de noite o fora procurar:
51Condena acaso a nossa lei algum homem, antes de o ouvir
e conhecer o que ele faz? 52Responderam-lhe:
Porventura és também tu galileu? Informa-te bem e verás que da
Galiléia não saiu profeta. 53E voltaram, cada um
para sua casa.
|